segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Início do semestre 2018.2


caderno desenho 5

Luciano

https://1drv.ms/v/s!AlQ5SR7FRQ2EkD3GsK9LxLR9hUG6

Caderninho - Desenho 5


https://docs.google.com/document/d/1X4m5cHQwcOzKElmZaAcamtgAkY7nK-yuCva1tJtV694/edit?usp=sharing
link para o relatório



AGENDA DESENHO 5 – 2018.1 (Gabriela Brito)

17/04 – Produção do cartaz “há lugar?”
19/04 – Pintura sob a Venus
24/04 – Pintura sob revistas.
26/04 – Produção dos caderninhos:

01/05 – Feriado
03/05 – Trabalhando nas ilustrações da Dibolso:

08/05 – Trabalhando no cartaz.

10/05 – Trabalhando nos quadrinhos.
15/05 – Trabalhando nos quadrinhos.
17/05 – Trabalhando nos quadrinhos:

22/05 – Trabalhando nos quadrinhos.
24/05 – Discussões sobre o trabalho.
29/05 - Suspensão das aulas.
31/05 - Suspensão das aulas.

03/06 - Suspensão das aulas.
05/06 – Suspensão das aulas.
10/06 – Discussões sobre o trabalho.
12/06 – Teste de colagem das imagens:

17/06 – Discussões sobre o trabalho.
19/06 – Debates sobre as possiveis ideias para a logo da Dibolso:

22/06 - Não estava presente.
26/06 – Escolha da logo da Dibolso:

28/06 – Trabalhando nos balões do cartaz.
03/07 – Colagem do cartaz:

05/07 – Esquematização da costura da Dibolso:

10/07 – Explicação de como será o processo de costura da Dibolso:

sábado, 4 de agosto de 2018

Breve Relatorio Final de A. Rosa Oliveira

AVISO: Este relatório foi redigido em ordem orgânica e despido de organização cronológica, visto que a minha memória funciona em Kairos.


O semestre de 2018.1 iniciou com algumas atividades de interferência em fotografias e imagens de revistas. No processo, relacionei as minhas interferências com a violência contra a mulher e ao questionamento sobre a Família Real britânica e o que é esse ser "Real".
Seguimos com os exercícios de interferências alternando com leituras reflexivas. O resultado disso foi a organização de um 'mural' em perfeita desordem lógica fixado em local de passagem para que o público de Belas Artes (e quem mais passasse) pudesse contemplar a simultaneidade de várias ideias dentro de um grito só. E justamente porque a produção disso era a partir de interferências pessoais e coletivas, a minha interferência com uma das imagens da Vênus da EBA sofreu uma interferência verdadeiramente ridícula e despropositada, em minha ótica. Eu a transformei em denúncia de feminicídio e agressão, adicionando a sua imagem manchas vermelhas e roxas sugerindo toda a violência grave e fatal pela qual as mulheres passam; mas em um balãozinho de fala adicionado posteriormente, alguém escreveu "saudade". Obviamente eu colei algo condizente com o produzido, mais precisamente uma frase que tenho usado em diferentes imagens relacionadas ao tema que imprimi na Vênus, "Não me mate!" por cima dessa manifestação de anemia cerebral. E nesse momento em que percebi o "saudade" escrito, me senti agredida e desrespeitada como mulher, o que me fez ratificar internamente que nem toda produção coletiva é positiva para todo e qualquer tema e situação quando o grupo não está coadunado em seus posicionamentos (embora eu seja artista e saiba trabalhar com aleatoriedades e ideias múltiplas, existem circunstâncias em que não sou aberta a falta de coesão e coerência na interferência de outrem, sou a favor da liberdade, mas também dos limites).

Como ponto obrigatório da disciplina, além de tudo, a produção de um "livro de arteiro" era preciso. Então produzi esse objeto em tamanho A6 a contragosto, visto que em realidade eu queria produzir um formato carretel (me ocorre agora que fui acadêmica demais ao me contrariar e seguir estritamente o que se pediu. Mas como tudo, fica o aprendizado de que nem sempre o meu desejo artístico tem que se dobrar o que se pede. Afinal, o formato de carretel não iria interferir nem mesmo na troca das páginas com outros- atividade programada- porque a costura poderia ser refeita. Sigamos...).
A produção da Dibolso foi um pesadelo nos meus dias. Não estou acostumada a trabalhar no caos na pressão do prazo se estourando. E minhas últimas muitas horas até o seu fechamento se tornaram exatamente a constituição de um desprazer e angústia. Mas ainda que com prejuízos emocionais, participei ativamente de sua produção em todas as fases referentes a essa edição, porque sou uma pessoa proativa e gosto de executar e ver o resultado de uma proposta (quero deixar registrado que adoraria incluir as minhas madrugadas acordada como horas extra em meu currículo de formatura). Ao longo da materialização da Dibolso organizei dois dias de oficina de costura, e ensinei o tipo da costura que iríamos aplicar na revista, bem como ensinei a produção de material portátil e rápido para perfuração de papel. Algumas pessoas estiveram presente e acredito que aproveitaram esse momento e o conhecimento passado.
Fizemos a produção de história em quadrinhos em quatro frames sendo que, o desenho era nosso e o texto ficava a cargo de outra pessoa. Eu produzi o texto para a história de uma colega, entretanto não consegui desenhar os meus frames porque não consigo produzir quando não vejo sentido no que estou fazendo. E isso foi algo que passei pelo semestre com essa disciplina, a sensação de estar perdida dentro da progressão de algumas atividades que não faziam sentido para mim durante a sua execução. Contudo, isso é uma questão de ordem estritamente pessoal, mas que não poderia suprimir no relatório, porque foi um sentimento que me angustiou, atrapalhou e frustrou muito.
Houve também, o momento em que apresentamos nossos Portifólios. Esse foi um momento muito importante para mim, porque senti vontade de incluir  música nessa apresentação, um trabalho que eu fazia em tempos antes de adentrar a UFBA. Assim, cantei para a turma presente no final da minha apresentação. Compartilhar esse pedacinho de mim foi um ponto de prazer e suavidade no meu semestre.
Produzimos também a marca para a Dibolso. Todxs contribuímos, cada pessoa com sua ideia gráfica. O desenho eleito foi do colega Busca, que conseguiu extrair e traduzir a intenção da edição 2018.1. Eu penso que foi realmente o melhor desenho e uma marca de identidade forte dentro da linha que seguimos sobre historia em quadrinhos, que tem tudo a ver com "lugar de fala", desdobramento do mote principal "Há Lugar (!)(?)". A marca que produzi se perdeu entre os tantos papéis que produzimos.

Nota Mental- O lugar de fala existe, embora seja tão duramente atacado e transformado no famoso (e não por isso bom) "mi mi mi"social. A verdade é que ninguém está mesmo pronto para desentranhar suas certezas e transformar em algo que jamais ousou pensar; se abrir para experimentar um sentimento tão profundo de empatia que possa provocar mudanças de comportamento e opiniões. 

Como última lembrança não cronológica do processo semestral, nossos rostos foram fotografados e divididos. Metade foto, metade desenho. Nos alertando sobre a dualidade de tudo o que nos compõe e afirmamos ser. A edição XVI da Dibolso veio não apenas para expor a veracidade da dualidade como para expor o confronto que isso gera em todos âmbitos, e que mesmo que nos pareça controverso é necessário sua existência para que não fiquemos muito tempo confortáveis e acostumados ao todo que nos cerca e a tudo o que somos. 

É preciso questionar a si, fazer questão de enxergar os vieses, e saber que há perigo no que se mostra como único, como 'apenas'. Há perigo em esquecer que até o não lugar é um lugar. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Relatório Final 2017.2 - Celma Antunes de Almeida

Introdução


A disciplina de Desenho 5, no semestre 2017/02, teve como proposta a realização de exercícios e experiências individuais e em grupo, com o objetivo de preparar os alunos para a confecção de uma publicação intitulada, “Dibolso”, com o tema; “EBA 140 anos, e agora?”. A escolha do tema nos instigou a refletir sobre nosso posicionamento, enquanto artistas, na Escola de Belas Artes na ocasião do seu aniversário.


Desenvolvimento

Objetivando desenvolver um senso crítico em torno da Arte Política, tema abordado nesta disciplina, vários exercícios foram feitos durante as aulas, assim como conhecimentos práticos de materiais e alguns métodos de uso dos mesmos. Possibilidades de uso de materiais simples como por exemplo; carbono, EVA, toalhas plásticas texturizadas, barbante, cortiça, papel, isopor, cartas de baralho, canetas coloridas, e muitos outros, foram experimentados de maneira livre, de modo a desenvolver o processo criativo. Recortes, colagens, carimbos, dobraduras em papel, jogos, foram algumas das tecnicas experienciadas com o intuito de nos auxiliar na construção de um pensamento. Além disso, leituras de textos, mostra de vídeos, ações urbanas, elaboração de um portfólio, cartazes, livro do arteiro, produção de um mapa mental, para finalmente termos bagagem suficiente e amadurecimento para a publicação da Dibolso; que também necessitaria, de uma marca e uma embalagem próprias.
O Livro do Arteiro
Nosso ponto de partida foi a confecção do Livro do Arteiro, nele estão registrados nossas aulas, indagações, pensamentos, construções. O passo a passo do crescimento individual durante o semestre, através de anotações, imagens, colagens, rabiscos. Técnicas desenvolvidas em sala de aula ou percepções importantes que poderiam acrescentar bagagem ao processo criativo. Todas as vezes que me vi perdida, recorria ao meu “diário de bordo” e encontrava em alguma página, algum fio condutor.
Leituras
Várias leituras foram efetuadas durante as aulas pelo professor Cristiano Pitton. Textos que de alguma forma pudessem estimular a nossa imaginação ou deixar registros de relevância no caminhar de cada um. O primeiro deles ressaltava a importância das atividades lúdicas, capítulo 1 do livro, “Natureza e Significado do Jogo” de Johan Huizinga (1872- !945). O autor descreve o jogo  como atividade desenvolvida pelos indivíduos desde tempos bastante primitivos, anterior a formações culturais. O ato de jogar, interagir, de maneira livre e espontânea, é natural e se dá mediante regras que são determinadas e aceitas pelos participantes. No transcorrer do evento se comportam de maneira alegre, concentrada, tensa ou eufórica, sensações saudáveis e necessárias, comprovando que o ímpeto do jogo é inato e que independe de conhecimentos. A atividade lúdica se mantém viva através dos tempos entre os povos, causando sentimentos positivos que nos une, nos insere, nos supera , nos aproxima, nos conecta. O homem contemporâneo tem a mesma necessidade básica do seu antepassado das cavernas, interação, competição, participação, aprendizagem, desafios. Acredito ser essa a função do jogo.
Outras leituras ocorreram durante as aulas; “Assalto à Cultura”, Stwart Home, “Carne e Pedra”, Richard Sennett, “Trajeto Criativo” Sônia Rangel. Esse útimo, a autora pontua aspectos pelos quais me identifiquei bastante. A memória e o processo criativo, a pluralidade entre o que faz e o que olha, o fazer intuitivo (riscar, escrever, amassar), a importância das leituras na questão do amadurecimento, das referências de outros autores, etc.
Mil Platos”, de Félix Guattari e Gilles Deleuze. Para construção das cartas de baralho, leitura para trazer inspiração.
Vídeos
Além das leituras, mostra de vídeos foram exibidas na Sala de Poéticas. “Escolas matam a aprendizagem” por Murilo Gun, Administrador de Empresas e Palestrante, “Processo Criativo” por Cadu Costa, Artista Plástico e Charles Watson, Educador e Palestrante.
Murilo Gun faz-nos pensar a respeito da importância da múltipla aprendizagem, muito além do proposto pelas instituições de ensino. Com humor, nos sugere acompanhar o que ele chama de “esteira rolante”, que se traduz na imensa quantidade de informações que nos cerca e como lidar com elas. Sugere também que elejamos nossos “curadores” ou “conselheiros”, pessoas aptas a nos agregar conhecimento, potencializando nosso “cinto de utilidades do Batman”. Este cinto é capaz de armazenar informações graças à sua “cauda longa” do conhecimento, um mundo online que se encontra disponibilizado na internet onde podemos multiplicar o nosso saber. Desenvolvendo nossas habilidades genéricas nos tornamos protagonistas da nossa aprendizagem, auto-didatas, pois a escola apenas, limita-nos. O mundo não pára e nosso rítmo de aprendizagem deve ser maior que o da evolução.
Cadu Costa aconselha, que o artista anote, rabisque, desenhe, aquilo que para ele pareça relevante. De alguma forma essas anotações poderão se relacionar de alguma maneira posteriormente. O que ele denomina de “fio condutor”. Enquanto a publicidade brota através de um pedido; a arte surge de uma motivação pessoal, o artista dá o toque. Ele diz uma frase durante o vídeo que me chamou atenção; “..o processo criativo é fruto das suas negociações como mundo”.
Charles Watson afirma que “..ter uma ideia não te faz criativo..”ou “...a criatividade deve ter concretude..”. Lições básicas para o nosso crescimento profissional, como ter paixão, dedicação, disciplina, foco, inteligência, trabalho. Trabalho diário, fator predominante para se ter inspiração. Importante gostar daquilo que se faz e dedicar-se mais e mais. O resultado desse foco é a percepção de detalhes que; outros que trabalham menos, com certeza, não terão o mesmo entendimento. “Uma pessoa criativa vai estar sempre procurando novos problemas para resolver”, multiplicando assim conhecimento e acrescentando novas descobertas ao seu reservatório.
Ação
Nossa ação nos muros da escola ganhou um nome , “Dispersamente”, e um elemento representativo, um avião de papel. Nos expressamos através de palavras e imagens, utilizamos nossos carimbos e canetas coloridas na confecção dos panfletos e aviões.Todo o material foi fixado no muro da Escola de Belas Artes, avenida Araújo Pinho, em uma ação conjunta.Outra manifestação com os aviões de papel ocorreu no interior da EBA, na ocasião da semana comemorativa dos 140 anos.
Portfólio
O meu portfólio foi criado e disponibilizado no ISSUU, https://issuu.com/celmantunes/docs/celma, com minibio e exposição de alguns dos meus principais trabalhos escultóricos. Posteriormente apresentado para a turma na Sala de Poéticas.
Mapa mental
O processo criativo que tinha como objetivo final a elaboração da carta de baralho para a Dibolso, foi detalhado em um mapa mental. Registrei em meu mapa todo meu caminho de busca e finalmente, meu encontro com a solução para o problema proposto. Quis o tempo todo utilizar esse canal para registrar algo relevante para nossa comunidade EBA. O fato de estar estagiando no laboratório de Restauro da Escola, vivenciando suas dificuldades, sua importância; e além disso, sendo uma apaixonada pela memória, conservação e restauração dos bens de um modo geral, senti ter descoberto um excelente assunto a ser abordado. Na ocasião da abertura das comemorações de aniversário dos 140 anos, testemunhei o desconhecimento dos alunos em relação ao nosso acervo. Daí então os caminhos foram se comunicando, e ao fazer meu mapa, tudo foi se encaixando. A minha poética, que expressa as minhas memórias pessoais; base para meus trabalhos, acabou se entrelaçando com as esquecidas ou desconhecidas memórias da nossa Escola de Belas Artes. Tive então a ideia de externar minha indignação na figura do “Esfolado”. Acreditei ser o personagem ideal para o envio da minha mensagem. Uma ironia, um boneco tão popular entre nós e ao mesmo tempo, extremamente desconhecido. Agora, não mais. Dando voz ao “Esfolado”, pude apresentá-lo  em uma breve nota, e abordar o “Núcleo de Restauro” da Escola (sala 17), desconhecido pela quase maioria dos alunos. Além do acervo enorme que temos; incluindo peças restauradas, em restauro e a restaurar, algo também praticamente desconhecido, as dificuldades básicas pelas quais, um setor tão importante, tem atravessado e sobrevivido!
Finalizações
Encontros para confeccionar as cartas de baralho, discussões sobre a marca e a embalagem da Dibolso (materiais possíveis).
Fotos








Considerações Finais


Iniciei as minhas reflexões sobre arte política, recortando palavras e frases com as quais me identifiquei de alguma maneira e fui colando em meu caderno. Deixei as coisas acontecerem de forma tranquila e aos poucos fui me encontrando. Nesse exercício me cobrei algum posicionamento dentro da universidade enquanto artista, sair da minha zona de conforto. Afinal durante todo o meu processo criativo aqui na Eba; foquei em mim. Minha vida, minhas memórias, vivências. Confesso ter tido um pouco de dificuldade em me desligar da minha poética, pelo simples fato da mesma me completar bastante, artisticamente falando. Para a minha felicidade, acabei tomando partido do tema que desenvolvo e à partir desse “gancho”, encontrei o caminho que precisava para a publicação da Dibolso. De alguma forma, dei seguimento àquilo que me move desde sempre, e que tem sido meu fio condutor pelos caminhos da criação. A história, a memória, a conservação, o resgate, as vivências. A importância do tempo e dos nossos registros para as próximas gerações. Acredito ser esse o papel da arte.
Agradeço muito ao Professor Cristiano Piton por ter plantado mais essa semente, que certamente somou bastante na construção da artista que desejo ser. 


Celma Antunes de Almeida.

Vanessa Girardi - Relatório e Portfólio

O relatório pode ser visualizado aqui e o portfólio aqui